A doutrina da predestinação talvez seja o assunto mais debatido e discutido em Igrejas e Seminários Teológicos.

Todavia, a doutrina da eleição não foi inventada por Agostinho de Hipona ou muito menos por João Calvino de Genebra. A doutrina da eleição nasceu no céu e não na terra. O apóstolo Paulo declara que “Deus nos escolheu em amor… Deus nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.4-5).
O que significa eleição? O teólogo Wayne Grudem acertadamente declarou: “Eleição é um ato de Deus antes da criação em que Ele escolheu algumas pessoas para serem salvas, e não levou em conta qualquer mérito, mas apenas Sua boa e soberana vontade” (Systematic Theology [Zondervan], 1994, p. 670). A Bíblia nos mostra que não é o ser humano que decide escolher Deus. Na verdade, é o Senhor quem escolhe os seus discípulos (Jo 5.21; Jo 6.44; Jo 6.65; Jo 15.16).
A doutrina da eleição é sustentada e revelada pela Palavra de Deus (Deuteronômio 7.6-9; Atos 13.48; Romanos 8.29,30; Efésios 1.4,5; 2Tessalonicenses 2.13; 2Timóteo 2.10; Tito 1.2, etc). Esta eleição, conforme dizem corretamente os teólogos calvinistas, é “incondicional”, isto é, Deus elege independente de méritos, fé ou obras do indivíduo. E isto só é possível porque a eleição é um ato gracioso de Deus (Rm 11.5). Sendo assim, devemos compreender que a eleição divina nunca é uma questão de justiça.
Portanto, erram aqueles que dizem que Deus seria injusto ao escolher alguns e não todos para a salvação. A eleição é questão de graça.
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