“Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11.2–3).
A pergunta de João Batista levou Jesus a dar um discurso à multidão. Talvez alguns tenham questionado sobre o compromisso de João com o Messias à luz de sua pergunta.

“Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais” (Mt 11.7–8).
Jesus explicou que João não era fraco e vacilante. Ele não era um caniço agitado pelo vento (v. 8). Nem era um homem vestido com roupas finas, do tipo usado nos palácios dos reis. De fato, João Batista usou o oposto (Mt 3.4). João era um verdadeiro profeta que proclamava a mensagem de Deus que exigia o arrependimento.

“E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir” (Mt 11.14).
Na verdade João era ainda mais do que um profeta, pois ele, em cumprimento de Malaquias 3.1, era o próprio mensageiro ou precursor de Jesus. Isto é, João exerce as funções de Elias e assim cumpre as profecias a respeito deste. Como Moisés em Malaquias 4.4 representava a Lei, então Elias representava os profetas. João Batista veio no poder de Elias (Mt 11.14; Mt 17.10-13; Jo 1.21; Lc 1.16, 17). Além disso, João Batista disse claramente que ele não era o profeta Elias (Jo 1.21). Assim, João Batista é o Elias que veio, mas não o profeta Elias literal.