Todo mundo parece preocupado em exercer os seus direitos. Seja qual for o problema, a expressão “lute pelos seus direitos” tem se propagado assustadoramente. Não importa as consequências, as pessoas querem receber o que merecem a todo o custo. Não é à toa que um sociólogo observou, “A busca do bem mudou para a busca dos direitos”.

Quando chegou a hora de separar-se de seu sobrinho, Abraão certamente poderia ter exigido seus direitos. Como patriarca da família, Abraão teve o direito de escolha sobre onde ele queria ir, mas gentilmente, ele permitiu que seu parente mais jovem escolhesse em seu lugar. Quando Ló escolheu egoisticamente os exuberantes vales férteis, Abraão poderia ter legitimamente protestado dizendo que esta era uma injustiça, uma violação dos seus direitos. Em vez disso, ele simplesmente arrumou seus pertences e se mudou para a região montanhosa mais estéril. Obviamente, Abraão estava mais interessado em preservar seu relacionamento com Ló do que no exercício dos seus direitos.

Deus não garante a seus filhos que sempre teremos nossos direitos reconhecidos. O apóstolo Paulo nos exorta: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Fp 2.3). Devemos seguir o exemplo do Senhor Jesus, que colocou de lado os seus direitos para assumir a forma de servo e ser obediente até a morte na cruz (Fp 2.1-11). Em outras palavras, se os seus “direitos” foram desprezados, entregue-os ao Senhor.

A ênfase nos direitos enfraquece e destrói os relacionamentos em todos os níveis. É o senso de responsabilidade que constrói relacionamentos saudáveis, bem como um caráter correto. A relação de amor com as pessoas em sua vida é mais importante e será mais gratificante do que exercer os seus direitos.