Uma das maiores verdades da vida que todos nós conhecemos, mas que ainda temos que aprender, é que não há como fugir de Deus. Você pode até tentar, mas é impossível se esconder do Altíssimo. Não obstante, se conseguirmos evitá-lo nesta vida, ainda teremos que ficar frente a frente com Ele no dia do juízo. Não há como se esconder, não há como fugir, não como evitá-Lo. Deus é inescapável.

Chatauneuf, guarda dos selos de Luís XIII, rei da França, ao arguir um menino de 9 anos de idade, ficou surpreso pelas respostas prontas da criança. Finalmente, Chatauneuf disse: “Eu lhe darei uma laranja se você me disser onde Deus está”. “Meu senhor”, respondeu o menino, “eu lhe darei duas laranjas, se o senhor me disser onde Deus não está”. É exatamente esta a lição que encontramos no Salmo 139.

O Salmo 139 é chamado de “a coroa dos Salmos”. É um dos mais amados de todos os salmos escritos por Davi.[1] O Salmo 139 é uma linda oração de louvor a Deus (v. 1-18). E aqui está uma preciosa lição: somos inclinados a louvar a Deus pelas bênçãos que recebemos (o que é certo), mas no Salmo 139, Davi louvou a Deus por quem Ele é.

O Salmo se divide em quatro estrofes de seis versículos cada. As três primeiras estrofes lidam com diferentes atributos deste Deus inescapável quando se relaciona com o indivíduo: Sua onisciência (v. 1-6); Sua onipresença (v. 7-12); e, Sua onipotência como o Criador soberano (v. 13-18). A última estrofe (v. 19-24) apresenta a resposta inevitável ao Deus inescapável: uma vida de santidade.

 

[1] Ellsworth, R. (2006). Opening up Psalms (p. 125–126). Leominster: Day One Publications.