A aflição é uma realidade inescapável neste mundo caído e mau. Elifaz, um dos amigos e candidatos a conselheiros de Jó, declarou: “… O homem nasce para o enfado…” (Jó 5.7). O profeta Jeremias lamentou: “Por que saí do ventre materno tão somente para ver trabalho e tristeza e para que se consumam de vergonha os meus dias? (Jr 20.18). Que a vida é marcada de problemas, tristeza e dor é o testemunho do restante das Escrituras.

Além das aflições, também enfrentamos a realidade perturbadora de que Deus às vezes parece distante e indiferente a nossa dor. Jó, um homem que sofreu muito declarou: “Por que te escondes de mim? Por que me tratas como inimigo? (Jó 13.24). O salmista profundamente angustiado questionou a Deus: “Ó SENHOR Deus, por que ficas aí tão longe? Por que te escondes em tempos de aflição?” (Sl 10.1). Até mesmo Davi, “um homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13.14; At 13.22) teve momentos de dúvida e desânimo. No Salmo 13.1, ele perguntou em desespero: “Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” (Sl 13.1–2).

De fato, até mesmo os crentes mais piedosos já questionaram a respeito dos caminhos de Deus. Todos nós, cedo ou tarde, faremos as mesmas perguntas. Se você ainda não fez, você vai fazer. E se um homem íntegro como Jó nunca recebeu uma resposta completa, o que podemos esperar?

Em 2Coríntios, depois de uma breve saudação (v. 1-2), o apóstolo Paulo imediatamente compartilha do conforto que havia recebido em meio ao sofrimento. O apóstolo Paulo nos ensina como podemos encontrar encorajamento nos momentos mais difíceis da vida. Concordo com o comentarista bíblico Warren Wiersbe, nesses versículos é possível encontrar três lembretes preciosos.[1]

 

[1] Wiersbe, W. W. (1996). The Bible exposition commentary (Vol. 1, p. 628). Wheaton, IL: Victor Books.